Abstract
Este artigo procura reexaminar a participação de Judith Teixeira no episódio histórico da “Literatura de Sodoma”, com recurso a uma contextualização alargada da sua estreia poética e do lançamento de Decadência. Argumento que uma compreensão mais completa e matizada dos eventos de 1922-23 no que diz respeito a Teixeira deverá levar em conta a sua inserção em dois conjuntos distintos mas, através dela, relacionados de agentes socioculturais: os “perversos” (masculinos) do campo modernista português e as “poetisas”, cuja emergência robusta no mercado literário dos inícios da década de 1920 formava o contexto incontornável da estreia da autora de Decadência.